31 agosto 2015

Imposturas Intelectuais: Notas Extraídas do Livro

Em Imposturas intelectuais, os acadêmicos Alan Sokal e Jean Bricmont se uniram e analisaram uma série de textos que mostram as mistificações físico-matemática criadas por Jacques Lacan, Luce Irigaray, Julia Kristeva, Bruno Latour, Gilles Deleuze, Jean Baudrillard e Paul Virilio.

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07 agosto 2015

Dissonância Cognitiva

FotoAtitude e comportamento permeiam nossas ações. Embora atitude diga respeito à intenção e o comportamento à ação propriamente dita, acabamos usando os dois termos como sinônimos. Pode-se dizer que atitude e comportamento fazem parte dos nossos relacionamentos: conosco mesmos, com o nosso próximo e com Deus.

Muitos dos nossos relacionamentos contêm a dissonância cognitiva. A dissonância é o som ou conjunto de sons sem harmonia. A dissonância cognitiva é a tensão psicológica que surge quando um indivíduo se vê frente a duas cognições conflitantes. Procura dar um equilíbrio ao caos que foi formado. É uma espécie de defesa a tudo aquilo que nos causa um incômodo muito grande, a tudo o que vai de encontro ao nosso modo de ser e de pensar.

Festinger e Carlsmith (1959) pediram para os sujeitos da sua pesquisa fazerem coisas extremamente entediantes e depois dizerem ao próximo que elas eram interessantes. Pagaram 1 ou 20 dólares para que convencessem o outro estudante que a tarefa era divertida. Resultado: quanto menos recebiam mais mentiam para si mesmos. Como se explica? Segundo Festinger, os mentirosos bem-pagos sabiam por que haviam falado de sentimentos que não sentiam: 20 dólares. Os mentirosos mal-pagos haviam experimentado uma dissonância cognitiva, pois haviam enganado outras pessoas sem uma razão para tal.

Um aliado da dissonância cognitiva é o mecanismo de defesa. Mecanismos de defesa são um padrão inconsciente de pensamento ou comportamento que protege o consciente de pensamentos e comportamentos que causam ansiedade ou desconforto. Se alguma proposta de pensamento causa dificuldade, ansiedade, o sujeito procura uma válvula de escape, uma forma de se iludir. Esta fuga vai da negação à sublimação, passando pela racionalização, projeção e deslocamento.

Resultados semelhantes são obtidos pelas pessoas que fazem sacrifícios para alcançar um determinado objetivo. Elas colocam um valor exagerado no objetivo. A dissonância cognitiva fornece-nos a seguinte explicação: a maioria das pessoas considera difícil tolerar muitos anos de trabalho para algo trivial. Em vista deste inconveniente, valorizam o que conquistaram. Isso também explica por que as empresas colocam dificuldades para contratar um empregado. Depois de passar por inúmeros transtornos, o futuro empregado se acha merecedor daquela ocupação.

Não nos iludamos. Nada de medo ou preconceito. Façamos como as crianças que não procuram se defender de nada. 

Fonte de Consulta

GLEITMAN, H., REISBERG, D. e GROSS, J. Psicologia. Tradução de Ronaldo Cataldo Costa. 7. ed., Porto Alegre: Artmed, 2009. 

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05 agosto 2015

Crise e Mudança Paradigmática


FotoCrise é separação, depuração como se faz com o ouro. É o momento do julgamento. Ela decide se uma coisa perdura ou não. No caso extremo da crise, que é escolher entre a vida e a morte, deparamo-nos com a questão hamletiana: ser ou não ser. Paradigma é "modelo a ser imitado", "abordagem padrão", "orientação teórica", "estilo de pensamento".

Crise tem conexão com o conflito, o paradigma e a mudança social entre outros. Observe o conflito. Quando uma crise surge em função do conflito, queremos eliminar o adversário, a pessoa que esteja causando barreiras ao nosso projeto. Conflito difere de competição. Na competição, queremos ultrapassar o adversário; no conflito, eliminá-lo. Uma imagem plástica: uma corrida ilustra a competição; a luta de boxe, o conflito.

Thomas Kuhn, em The Structure of Scientific Revolutions (1962), afirma que o paradigma é um conjunto de crenças científicas e metafísicas usado num determinado período de tempo. Uma crise pode quebrá-lo. Para ele, isso só será possível se o novo paradigma não tiver mais nada a ver com o antigo. Sustentou essa tese por longos anos, mas depois de sofrer críticas de diversos filósofos, que se queixaram de sua teoria - demasiada imprecisa - para realizar a tarefa para a qual ele a previu, voltou atrás. A mudança científica não ocorre por "revoluções", mas por detalhes.

Em se tratando da mudança social, a Revolução Industrial levou muitos teóricos à suposição de que a mudança é "boa". Há, porém, um grande número de outros pensadores que acham a mudança "má", pois a estabilidade é um valor que também se deve defender. Nesse caso, a crise pode ter como consequência a continuidade do status quo ou para a sua suplantação.

Presentemente nos deparamos com o determinismo tecnológico, ou seja, a tecnologia é a causa de todas as mudanças ocorridas na sociedade. Aqui, cabe uma indagação: não estamos repetindo - com a tecnologia - o mesmo erro cometido por Marx (a economia influencia tudo, inclusive a filosofia e a religião)? 




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A Psicologia Explica

FotoNOTAS EXTRAÍDAS DO LIVRO "SÓ FREUD EXPLICA", DE JOEL LEVY

Alucinação. Do grego aluô, significa "devanear" ou "falar sem razão". Uma alucinação é uma percepção que não é acompanhada de estímulos externos. 

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