04 julho 2008

Vida e Sistema Nervoso

O sistema nervoso, ao lado das glândulas endócrinas e do Perispírito, é a base central do comando do nosso corpo físico. Não é um órgão específico, mas uma espécie de entidade que controla toda a nossa vida de relação e de nutrição. Pretendemos, aqui, chamar atenção para os sintomas que dificultam o seu livre funcionamento, tais como, a astenia, a neurastenia, a fobia etc., e refletir, também, como poderíamos equacionar racionalmente esses distúrbios.

A astenia significa falta de forças. Ela produz uma redução geral da atividade, do pensamento e da vontade, portanto, deve ser considerada como um sinal de alerta; a psicastenia refere-se à fraqueza de idéias; a neurastenia é entendida como uma depressão geral do sistema nervoso; a angústia é, provavelmente, o mais difundido sintoma de deficiência nervosa; a obsessão - do latim obsidere = cercar, também, contribui para o desequilíbrio psicofísico. Além disso, devemos lembrar-nos das várias fobias que nos acompanham: agorafobia - medo de lugares abertos; claustrofobia - medo de lugares fechados; ereufobia - medo de enrubescer etc.

A agitação é um dos grandes sintomas do esgotamento nervoso. Na agitação, os impulsos dominam a personalidade e as circunstâncias provocam reações desordenadas, exageradas e anárquicas. A possibilidade de repouso desaparece. Um agitado é incapaz de sentar-se numa poltrona e ficar algum tempo sem nada fazer. Como o sistema nervoso é quem governa o corpo, uma vez destituído desse requisito, o indivíduo é incapaz de controlar satisfatoriamente os seus impulsos e acaba consumindo mais energias do que as absolutamente necessárias.

Uma pessoa nervosa dificilmente se reconhece como tal. Pode ser por orgulho ou vaidade. Por isso, é importante, vez ou outra, refletirmos na maneira como estamos encaminhando a nossa vida. À semelhança dos vigilantes do peso, deveríamos ser os vigilantes dos nervos. Nesse sentido, convém verificar se não estamos falando em demasia, tratando de questões inúteis, ou, mantendo-nos excessivamente atarefados. Sendo positiva a constatação, é útil pensarmos numa mudança comportamental.

Algumas técnicas de distensão nervosa podem ser postas em prática. Não como uma regra geral, mas como um ideal em que cada indivíduo encontre a sua melhor utilização. Dessa forma, não convém querer eliminar o problema de uma só vez. Exercícios de relaxamento, de higienização e de meditação transcendental auxiliam muito. É importante, ainda, aprendermos a nos concentrar. Atualmente, com a quantidade de informações veiculadas pelos meios de comunicação social, fica difícil fixar a mente nos aspectos significantes de nossa existência. Mesmo assim, devemos nos esforçar.

Se fôssemos capazes de controlar eficazmente o nosso sistema nervoso, produziríamos mais e melhor, e não nos cansaríamos demasiadamente com as bagatelas que nada tem a ver com o nosso projeto de vida.

Fonte de Consulta

RÉAL, P. Cuide dos Nervos para Viver Melhor. São Paulo, Hemus, s/d/p

São Paulo, 27/11/1996

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