03 julho 2008

Uma Única Coisa

"Por que perambulas assim, homem, buscando muitas coisas? Busca uma apenas na qual estão as demais, e deixarás de perambular".
Santo Agostinho

Para que avancemos no caminho da evolução espiritual é preciso ter a cabeça nas nuvens – para receber inspirações –, e os pés no chão – para colocar em prática tais idéias. Para isso, convém fixar o nosso pensamento num único objetivo, deixando que tudo o mais convirja para este ponto central.

A divulgação na mídia, escrita e falada, dos feitos dos grandes homens pode nos trazer alguns transtornos emocionais, caso não estejamos produzindo semelhante a eles. Pergunta-se: por que essa preocupação? Por que nos compararmos aos outros? Talvez seja interessante treinarmos o nosso pensamento na aceitação daquilo que a Divina Providência nos reservou. Lembremo-nos da advertência de Jesus: "Sê tu mesmo, desenvolva a tua personalidade".

Construamos o nosso destino seguindo Jesus Cristo. O que ele quer de nós? Ele quer que estejamos envoltos com os interesses materiais ou com os interesses espirituais? Será que obtendo posição de destaque, bom emprego e posses materiais, estaríamos cumprindo a contento os deveres de ordem espiritual? Eis a questão. Na Bíblia há um provérbio que diz: "todas as coisas são difíceis: os olhos não se cansam de ver; nem os ouvidos se cansam de ouvir". A busca de um ponto mais alto merece todo esse sacrifício pessoal.

Se, apesar de todas as dificuldades, mantivermos o nosso objetivo em mente, andaremos muito mais depressa do que aqueles que correm sem rumo. Não é por crescer em poder que o falso se tornará verdadeiro. O êxito seguro não é de quem o assalta, mas de quem sabe esperar e se preparar para ele. E não resta dúvida de que as inspirações dos Bons Espíritos, dos amigos pertencentes ao outro plano da vida podem nos ajudar sobremaneira. Basta que tenhamos olhos de ver e ouvidos de ouvir.

Observe o desejo de possuir um bem material, como por exemplo, o automóvel. Comparativamente aos que o possuem, poderíamos nos sentir inferiores, desprezados e frustrados. Contudo, se olharmos de um outro ponto de vista, teremos um pequeno consolo. Sem o automóvel, somos obrigados a andar a pé, de ônibus ou de metrô. E não é justamente isso o que os ecologistas nos sugerem para diminuir o grau de poluição do ar? Saibamos usar sem abusar e concordar com o que Deus nos enviar. Tendo sustento, e com o que nos cobrirmos, estejamos contentes.

Tendo em mente a evolução do Espírito, há um realinhamento de atitudes, desde o simples gesto para com o semelhante até o uso dos recursos naturais renováveis.

São Paulo, 13/04/2003

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