04 julho 2008

Mecanização da Vida

Uma ideia surge em nossa mente. Ela assemelha-se a um foco de luz que tem uma determinada irradiação. A princípio, de forma nebulosa; depois, um pouco mais nítida; e, por fim, vem com todo o seu vigor.

O conteúdo energético do nosso pensamento estrutura a nossa personalidade. É a nossa "identidade pessoal". Nesse sentido, aquilo que condiz com o nosso modo de pensar, é facilmente aceito; o contrário, exige esforços adicionais, tanto para sua adaptação quanto para sua rejeição.

De acordo com o nosso modo de pensar, criamos nosso "automatismo" particular. Ele, em si mesmo, não é um bem nem um mal. É bom, quando poupa nossas forças para tarefas repetidas. Exemplo: se, para dirigirmos o automóvel, tivéssemos que reaprender todos os movimentos, perderíamos muito tempo. É negativo, quando mecaniza os atos de nossa existência.

A mecanização dos nossos atos pode ser comparada ao indivíduo que anda sobre uma esteira rolante, ou seja, caminha muito mas não sai do lugar. Quer isto dizer que podemos ficar estacionados em nossa superficialidade. Porém, a lei do progresso, sendo natural, é inexorável e, mais tempo ou menos tempo, teremos que modificar o nosso comportamento. Infelizmente, na maioria da vezes, através da dor.

O senso crítico, que é uma reflexão sobre nós mesmos, o outro e a sociedade em que vivemos, deve ser exercitado. Por ele, criamos condições de atrair as idéias puras que estão disseminadas no universo. Melhorando a recepção, capacitamo-nos para uma boa transmissão. Sendo perseverantes neste propósito, nossa vida se transformará substancialmente e, produziremos mais, com o mínimo de esforços despendidos.

As idéias movem o mundo. Procuremos, em nosso dia-a-dia, ordenar as informações enviadas ao cérebro, a fim de que possamos expressar frases de luz, de entendimento e de esclarecimento para toda a humanidade.

São Paulo, 25/01/1995

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