29 junho 2008

Ética em Aristóteles

Aristóteles, um dos grandes filósofos da Antiguidade, não surgiu do nada. Ele situa-se no contexto histórico como discípulo de seus predecessores, especialmente Sócrates e Platão, dos quais recebeu muitos ensinamentos. Em sua teoria sobre a bondade, instrui-nos sobre o valor da virtude, tanto na prática pessoal com em sociedade. É o que veremos nas linhas que se seguem.

Para Aristóteles, a virtude é a habilidade de escolher o grau correto ou a intensidade da ação dentro da escala de possibilidades. Em outras palavras, ser virtuoso é saber escolher o caminho do meio. Obviamente, não podemos dizer que um homem tímido é corajoso: mas estritamente falando, nem que ele é um colérico negligente. Coragem, então, é a medida que vem do medo - que pode perfeitamente ser calculada face ao risco. Similarmente, generosidade consiste em dar a própria quantia - nem mais nem menos - de ajuda, de dinheiro, de bens.

Usando esta noção de virtude, Aristóteles descreve o que é a "grande alma" ou a "magnanimidade". É a pessoa que consegue unir em si mesma todas as virtudes morais. Nesse sentido, o homem que se avalia corretamente não se engrandecerá e nem se rebaixará, pois tanto uma situação quanto a outra é considerada um vício. Não falará nem muito alto e nem muito baixo. Seu comportamento não será nem arrogante e nem servil. Não procurará o perigo e nem fugirá dele arbitrariamente.

A virtude moral consiste em fazer as coisas corretas. Aristóteles pensa que tais coisas devem ser feitas de acordo com regras apropriadas. Essas regras podem ser descobertas pelo exercício da virtude intelectual, ou seja, a faculdade racional que existe em cada um de nós. A razão é o elemento básico que pode definir o perfeito entrelaçamento entre o meio e o fim. Embora ressalte a auto-suficiência do ser humano, não deixou de salientar a validade do convívio social, especificamente ao definir o homem como um animal social.

Nos seus estudos sobre a ética Aristóteles, não muito longe dos primeiros filósofos, pensa empiricamente, isto é, ele considera o que os homens realmente fazem e dizem, e as distinções éticas que comumente surgem. Assim, foi o precursor do pensamento moral naturalista, pois começou com os fatos antes mesmo dos princípios. De qualquer forma, sua teoria sobre a ética dá ensejo à sua teoria metafísica, e revela o esforço que concede à razão.

Esse estudo sobre Aristóteles mostra-nos a importância dos valores éticos e da sua aplicação no dia-a-dia. Não nos deixemos levar pelos que não põem em prática tais conceitos.

Fonte de Consulta

HUXLEY, SIR J. e OUTROS. Growth of Ideas: Knowledge, Thought, Imagination. New York, Doubleday & Company Inc., 1966.

São Paulo, 13/06/1997



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