30 junho 2008

A Filosofia do Século XX e sua Repercussão no Brasil

O Brasil, ao longo se sua historia, recebeu influência de diversas correntes filosóficas. O presente estudo está concentrado em cinco: neotomismo, neokantismo, neohegelismo, marxismo e positivismo de Comte.

O neotomismo é o movimento filosófico que começa no século XIX como "um retorno à doutrina de Tomás de Aquino" ou revalorização do aristotelismo de Tomás de Aquino. No Brasil, o primeiro marco é a fundação da Faculdade de Filosofia S. Bento, em São Paulo, pelos monges beneditinos, em 1908. Durante o período republicano circunscreveu-se a reduzido número de intelectuais, por causa do desprestígio da Igreja. Somente na década 20 do nosso século retomaria o "o surto tomista". Dentre os propagadores dessa filosofia, citamos: Jacques Maritain, Leonardo Van Acker, Alexandre Correia (1890), Maurício Teixeira Leite Penido (1845) e Eduardo Prado de Mendonça.

O neokantismo é a tendência de superar o pensamento positivista do século XIX retornando à filosofia crítica de I. Kant. Miguel Reale aponta quatro momentos em que o Kantismo penetrou no Brasil: a) o Kantismo às vésperas de nossa Independência Política; b) Kant exerceu influência em São Paulo através do krausismo, ou seja, além da repercussão filosófica tinha também um cunho político; c) Tobias Barreto difundiu o conceito de Kantismo, na Escola de Recife; d) por último, em nosso século a influência do neokantismo ocorre, sobretudo, no campo da Filosofia do Direito, na teoria do conhecimento, na teoria da História e na redução da Filosofia à uma mera teoria da ciência.

O neoidealismo ou neohegelianismo é um movimento de reação contra o positivismo, baseado num idealismo gnoseológico. Enquanto o neokantismo põe limite ao pensamento, o neoidealismo amplia-o ao infinito. Luis Castagnola considera Renato Cirell Czerna, discípulo de Miguel Reale, o cultor do idealismo no Brasil. Além de Renato Cirell, Romano Galeffi, professor de Filosofia da Arte na Universidade Federal da Bahia, e Otto Maria Carpeaux, austríaco exilado no Brasil, contribuíram para o desenvolvimento das ideias hegelianas aqui em nossa terra.

O marxismo é a doutrina dos filósofos alemães Marx e Engels, fundada no materialismo dialético, na luta de classes e na relação capital trabalho. É impossível acompanhar todas as traduções de obras de autores marxistas publicadas em nosso país. De acordo com Antonio Paim, em seu livro História das Idéias Filosóficas no Brasil, o marxismo jamais despertou, no Brasil, qualquer movimento teórico de envergadura, nem depois da formação do partido político que pretende encarná-lo. Entre os pensadores marxistas brasileiros, lembramos de Caio Prado Jr. e Leôncio Basbaum.

O positivismo é o conjunto de doutrinas de Auguste Comte caracterizado, sobretudo, pelo impulso que deu ao desenvolvimento de uma orientação cientificista ao pensamento filosófico. A influência do Positivismo no Brasil perdura até hoje, principalmente na Religião e na Política. O regime político-militar instaurado em 1964, em sua concepção geral, é de inspiração positivista. Durante o Império e o início da República, o positivismo conseguiu uma expressão maior no Brasil que na própria França. Constituiu-se em verdadeira Religião. Augusto chegou a ser venerado pelos positivistas da mesma maneira como os católicos veneram Jesus Cristo.

Como vemos, as idéias não têm pátria. Pode nascer em um lugar, mas o seu desabrochar depende de tempo e circunstância.

Fonte de Consulta

ZILLES, U. Grandes Tendências na Filosofia do Século XX e sua Influência no Brasil. Caxias do Sul, EDUCS, 1987.

São Paulo, 29/07/1998
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Poder: Emergência e Predisponência

O poder - do grego kratos - manifestou-se desde a Antiguidade até os nossos dias sob diversas formas: inicialmente a teocracia, em que a divindade dá as leis que regulam a ordem social; segue-se-lhe a aristocracia, ou o governo dos melhores, secundada pela oligarquia, governo de poucos e a monocracia, governo de um; posteriormente, surgem a democracia, governo do povo, a plutocracia, governo dos ricos e a oclocracia, domínio das "vontades" populares. Essas fases cráticas não obedecem a uma exatidão mecânica, pois dependem do grau de intensidade envolvido em cada momento histórico.

Em toda e qualquer sociedade, independentemente de sua estrutura econômica ou social, podemos perceber pelo menos quatro características fundamentais do temperamento humano: 1ª) pessoas com tendência acentuada para o transcendente, para o místico, para o religioso; 2ª) pessoas que revelam um ímpeto empreendedor, amando a ação pela ação; 3ª) pessoas em que predominam os valores utilitários, que tendem a organizar a produção e a riqueza; 4ª) pessoas que acentuadamente obedecem, que prestam serviços.

Em todos os seres humanos há essas tendências, ou emergências que se atualizam mais ou menos intensivamente nos vários graus de predisponência. Convém, aqui, fazer uma ressalva ao marxismo. A análise meramente materialista-histórica não alcança corretamente a gestação das classes sociais, porque as vê como produto de uma estrutura meramente econômica, desligada dessas emergências espirituais que são inatas em cada ser vivente.

A historiologia - filosofia da história - deve ser reformulada. Embora as idéias materialistas tenham influenciado fortemente a filosofia moderna, convém verificar que os homens, antes de tudo, são almas pensantes. Daí advém os estados criativos e intuitivos da mente humana, isentos de qualquer finalidade utilitária, restringindo-se tão somente à perfeita identificação com o "eu" superior. Jungidos ao consumismo imediato, falseamos o princípio ético da nossa realização pessoal.

A posse do poder, sendo acompanhada pela ambição de muitos, acaba por confundir os meios com os fins. Nesse sentido, as emergências individuais que deveriam ser maximizadas acabam sendo negligenciadas. A política, que é uma técnica de harmonizar os interesses individuais com os sociais, passa, nesses momentos, a ser uma técnica de conquista do poder e da conservação do mesmo. É por isso que se vê as crises na história, porque há sempre uma separação entre os que governam e os que são governados.

Tenhamos em mente que o poder deve ser exercido para administrar o bem público. Utilizá-lo em benefício próprio pode ocasionar graves transtornos à consciência.

Fonte de Consulta

SANTOS, M. F. dos. Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais. 3. Ed., São Paulo, Editora Matese, 1965.

São Paulo, 22/08/1997
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O Método

O método, em sentido amplo, significa o processo que permite conhecer determinada realidade, produzir certo objeto, ou desempenhar este ou aquele tipo de comportamento. Confundindo-se com a noção de meio para se obter determinado fim, coincide, também, com a noção de técnica, de saber fazer. Quer se refira ao conhecimento do real, à produção de objetos belos ou úteis, ou à disciplina de conduta, o método é sempre o meio ou a técnica que se emprega para alcançar um objetivo previamente estabelecido

A noção de método acha-se ligada à noção de trabalho. Desde a antiguidade até os nossos dias a humanidade procura técnicas adequadas para a aquisição e a transmissão do conhecimento. O pescador só é pescador porque "sabe" , ou seja, domina a técnica de jogar a rede e levar o peixe ao mercado. Da mesma forma é o agricultor que "sabe" arar, semear e colher no momento certo. Observe que no próprio método está implícito a racionalização da técnica, visando, sempre, um aumento de produtividade.

A elaboração do método não pode ser anterior ao descobrimento do objeto. Geralmente, partimos do conhecido para o desconhecido, porque temos antecipadamente uma ideia do que pretendemos descobrir. A invenção do microscópio e do telescópio, por exemplo, só foi possível depois de se estabelecerem as hipóteses da existência de elementos muito pequenos ou muito grandes, e que não podiam ser vistos a olho nu.

As ciências particulares distinguem-se uma das outras em função do objeto analisado e do método empregado. O objeto corresponde ao setor da realidade a cujo estudo se dedicam e o método ao processo, ou conjunto de processos, que empregam na realização desse estudo. Nesse sentido, a física é uma ciência particular porque estuda uma parcela da realidade, ou seja, o conjunto dos fenômenos que não alteram a constituição íntima dos corpos. Distingue-se, ainda, das outras ciências não só pelo objeto, os fenômenos físicos, mas também pelo método, a observação e a experiência.

A filosofia acrescenta ao método e objeto próprios da ciência a noção de totalidade, ou seja, a busca das causas primeiras e dos fins últimos do objeto considerado. Além disso, emprega o método da reflexão, que nada mais é do que uma meditação profunda sobre os postulados que a ciência aceita sem discutir. Dessa forma, o postulado do movimento que a física aceita sem discutir, por ser evidente aos sentidos, é motivo de problematização para a filosofia. Assim, mover-se é estar e não estar ao mesmo tempo no mesmo lugar, o que foi e é, ainda, motivo de contradição para os filósofos.

Sejamos disciplinados em nosso método de trabalho. A constância forma uma segunda natureza que nos põe a salvo nos momentos críticos de nossa existência.

Fonte de Consulta

CORBISIER, R. Enciclopédia Filosófica. 2. ed., Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1987.

São Paulo, 20/01/1997
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Hermenêutica - Interpretação de Texto

O termo hermenêutica significa declarar, anunciar, interpretar ou esclarecer e, por último, traduzir. Esta multiplicidade de acepções coincide num único ponto: mostrar que alguma coisa é "tornada compreensível" ou "levada à compreensão". Assim, a palavra aplica-se, sobretudo, à interpretação daquilo que é simbólico, especialmente a Bíblia (hermenêutica sagrada). Pode-se dizer também que a hermenêutica é a tentativa de esclarecer um enunciado obscuro.

Hermenêutica vem de hermeneuein e hermeneia, o que nos remete a Hermes, o deus-mensageiro-alado que, segundo os gregos, foi o descobridor da linguagem e da escrita, ferramentas que a compreensão humana utiliza para chegar ao significado das coisas. Na sua origem etimológica, a palavra sugere três significados: 1) exprimir em voz alta, ou seja, "dizer"; 2) explicar, como quando se explica uma situação; 3) traduzir, como na tradução de uma língua estrangeira. Os três significados podem ser expressos pelo verbo português "interpretar", mas cada um tem a sua significação própria e relevante.

Observando a sua evolução histórica, percebemos que modernamente a hermenêutica absorve seis definições: 1) uma teoria da exegese bíblica; 2) uma metodologia filológica geral; 3) uma ciência de toda a compreensão linguística; 4) uma base metodológica do Geisteswissenschaften; 5) uma fenomenologia da existência e da compreensão humana; 6) sistemas de interpretação, simultaneamente recolutivos e iconoclásticos, utilizados pelo homem para alcançar o significado subjacente aos mitos e símbolos. Sintetizando: ênfase bíblica, filológica, científica, geisteswissenschaftliche, existencial e cultural.

O bom ouvinte deve prestar atenção ao que se disse e mais ainda ao que não se disse. Explica-se: centrarmo-nos exclusivamente na positividade daquilo que é explicitamente dito no texto é fazer injustiça à tarefa hermenêutica. A hermenêutica exige que se deve ir além do texto, para encontrar aquilo que o autor não disse, e que talvez não pudesse dizer. Recomendação: além da linha veja a entrelinha; além do texto, o contexto.

Interpretar uma obra significa caminhar para o horizonte interrogativo no qual o texto se move. Mas isso significa também que o leitor se move para um horizonte em que outras respostas são possíveis. Isso mostra que todo o acontecer é singular, como bem enfatizava Bérgson em sua Evolução Criadora, ou seja, a leitura deve nos levar para outras percepções do tema tratado. Nesse sentido, o texto tem que iluminar o horizonte do intérprete; caso contrário, o processo de sua compreensão é um exercício vazio e abstrato.

O comunicador – escritor, professor ou orador – deve sempre estimular a criatividade no modo de pensar de seus ouvintes, a fim de que estes descubram novas formas de interpretar o mesmo tema.

Fonte de Consulta

PALMER, Richard E. Hermenêutica. Tradução de Maria Luisa Ribeiro Ferreira. Rio de Janeiro: Edições 70, 1989 (O Saber da Filosofia)

São Paulo, 15/02/2004
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Identidade

Entre os lógicos, a lei de identidade costumava ser expressa desse modo: A é A. Em vista, porém, da ambiguidade que cerca essa cópula, a própria lei se torna ambígua e tautológica. O melhor enunciado é o seguinte: A é A necessariamente, mas só enquanto é A. em outras palavras, enquanto A é A, não pode ser simultaneamente não A.

Juntamente com o princípio de identidade, temos o princípio da contradição e o princípio do terceiro excluído. Enunciado da contradição: impossível é afirmar e negar o mesmo de algo sob o mesmo aspecto, e simultaneamente; ou melhor: o que é não pode ser simultaneamente o que não é, porque é o que é. Enunciado do terceiro excluído: A é B, ou não é B. Neste caso seria falso que A é B como também seria falso que A não é B, o que violaria o princípio de contradição.

A dialética procura identificar a verdade dos fatos. Parte das premissas do seu interlocutor para demonstrar a sua própria tese. As teses opostas dos interlocutores não podem ser, portanto, ambas verdadeiras e se eu puder por outrem em contradição consigo próprio, obrigo a abandonar a sua tese. Por isso, para aprender com êxito, são necessários a discussão e o diálogo socrático. O homem que pensa somente por si parece-se ao caminhante no deserto, que depois de muito andar volta ao ponto de partida, porque o corpo fê-lo andar em circunferência, quando ele imaginava andar em linha reta.

O estigma é uma deterioração da identidade. Não são poucas as pessoas estigmatizadas por si mesmas ou por outrem. Além do mais, não é tarefa fácil saber quem estigmatiza quem na sociedade. É o caso da menina que nasceu sem o nariz. Por mais que ela queira se ajustar à sociedade, não consegue. Não consegue porque ela leva consigo essa marca, ou porque as pessoas a tratam de forma inconveniente? A questão racial está incluída no mesmo processo. Há, também, a influência do marketing televisivo, que não nos deixa ver o fundo da verdade.

Como, então, identificar a verdade de um fato? A auto-aceitação e uma vida isenta de defesas fornecem-nos bom material. Aceitando-nos tais quais somos, capacitamo-nos a olhar o mundo de forma mais sensata e sem ilusão; estando sem defesas, não precisamos criar imagens que nos estigmatizam perante os outros. Estas duas atitudes conduzem-nos à humildade, o fundamento de todas as virtudes. Somente o verdadeiro humilde consegue penetrar no fundo das verdades, porque é somente ele que consegue renunciar à sua própria personalidade.

Tenhamos confiança na Divina Providência. Saibamos sofrer as agruras de nosso destino, sem nos deixarmos sufocar pelos vôos débeis de nossa imaginação.

Fonte de Consulta

HEGENBERG, L. Dicionário de Lógica. São Paulo, EPU, 1995.
SANTOS, M. F. dos. Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais. 3. ed., São Paulo, Matese, 1965.
THINES, G. e LEMPEREUR, A. Dicionário Geral das Ciências Humanas. Lisboa, Edições Julho/1984.

São Paulo, 16/08/1999
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Filosofia do Espírito

Filosofia do Espírito é uma disciplina filosófica que trata dos fenômenos mentais, ou seja, dos fenômenos que envolvem exclusivamente seres capazes de consciência. A Filosofia do Espírito entrelaça-se com outras áreas da Filosofia. Por exemplo, quando a filosofia das artes trata de experiências estéticas, a da teoria do conhecimento de experiência sensorial, a da religião de experiências místicas, todas encontram-se com a Filosofia do Espírito. A Filosofia do Espírito, que é hoje freqüentemente chamada de psicologia filosófica, relaciona-se também com a Psicologia (ciência empírica). Quer dizer, enquanto a primeira trata da análise dos conceitos da consciência e de fenômenos mentais específicos, a segunda procura estudar empiricamente os fenômenos a que se referem tais conceitos de preferência à investigação conceptual de tais conceitos.

A Filosofia do Espírito foge da divisão tripartida, a qual classifica os fenômenos mentais em cognição, afeição e volição. Suas contribuições mais importantes têm dado ênfase à descoberta das diferenças entre os fenômenos que até aqui tem sido considerados como pertencentes à mesma espécie. Observe que o prazer e a dor são freqüentemente considerados como extremidades opostas de uma única dimensão de sensação que só se distinguem pela gradação. Já os filósofos contemporâneos, tendo à frente Gilbert Ryle, chamaram a atenção para o fato de que enquanto a palavra "dor" é o nome dado a uma sensação do corpo, o "prazer" já não é o nome de uma sensação. É que a dor é local, enquanto o prazer não o é.

O problema da autoconsciência do homem já vem de longa data. Desde Sócrates com o conhecimento de si mesmo, passando pelos psicólogos com a auto-análise, estamos sempre preocupados com a volta do ser para sobre si mesmo. Se quiséssemos resumir esses dois mil e quinhentos anos, veríamos que todos estudos da consciencização se enquadram nos relatos da 1ª pessoa, que resulta das coisas que se passam conosco e o relato na 3ª pessoa ou coisas que se passam com os outros.

A consciência, como vimos acima, implica estudá-la sob a ótica da 3ª e da 1ª pessoa. Analisando-a na 3ª pessoa, notamos que ela leva em conta o que o outro sente ou diz sentir; na 1ª pessoa, é o próprio ser que a exprime. Assim, quando eu sinto dor, é um estado íntimo, mas quando o outro diz que a sente é um comportamento. Quer dizer, a dor para nós é real, enquanto para o outro é apenas uma impressão daquilo que estamos lhe contando. Por isso, a dificuldade de olharmos os outros pelo nosso prisma pessoal. Será que a dor que ele sente é a mesma que eu estou supondo que ele está sentindo?

A Filosofia do Espírito trata também da ação. Poderíamos perguntar: o que leva uma pessoa a mover uma peça no jogo de xadrez? É substancialmente o conhecimento das regras desse jogo. Então, de acordo com as regras, a minha ação envolve três assertivas: boa, má ou indiferente. Será boa quando contribuir para eu vencer o adversário; má, quando eu permitir que ele me vença; indiferente, quando se move uma peça por mover. Do mesmo modo são os nossos atos com relação ao semelhante. Podemos fazer-lhe o bem, o mal ou sermos indiferentes.

A Filosofia do Espírito é uma filosofia do consciente. Não resta dúvida que para a exercitarmos fielmente, devemos ser cada vez mais conscientes de nós mesmos.

Fonte de Consulta

SHAFFER, J. A. Filosofia do Espírito. Rio de Janeiro, Zahar, 1970.

São Paulo, 25/03/1998
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Filosofia Cristã

Até a vinda de Cristo, a Filosofia, em sentido histórico, seguia o seu curso normal, ou seja, cada novo filósofo acrescentava algo ao anterior. Foi desta maneira que do método socrático, passamos à dialética platônica e desta à lógica aristotélica. Em termos de idéias, Platão e Aristóteles assumem papel relevante, pois os conhecimentos por eles proferidos servem ainda de bálsamo para mitigar o niilismo dos dias atuais.

Cristo não veio à Terra para acrescentar algo à filosofia existente; sua missão consistia em desvendar os mistérios do reino dos céus consoante a revelação divina. A denominação de filosofia cristã, cujo problema central é a conciliação das exigências da razão humana com a revelação divina, nada mais é do que a filosofia que, influenciada pelo cristianismo, predominou no Ocidente, principalmente na Europa, no período que se estende do século I ao século XIV de nossa era. Compreende dois períodos distintos: a filosofia patrística (séc. I ao V) e a filosofia escolástica (séc. XI ao XIV).

A filosofia patrística, que vai do século I ao V, foi influenciada por Platão. O apogeu desta filosofia teve o contributo de Santo Agostinho (354-430), o maior filósofo da era patrística, e que marcou mais profundamente a especulação cristã. Santo Agostinho reinterpreta a teoria das idéias de Platão, modificando-a em sentido cristão para explicar a criação do mundo. Deixou formulado - indicando o caminho para a sua solução - o problema das relações entre a Razão e a Fé, que será problema fundamental da escolástica medieval. Ao mesmo tempo demonstra claramente sua vocação filosófica na medida em que, ao lado da fé na revelação, deseja ardentemente penetrar e compreender com a razão o conteúdo da mesma.

A filosofia escolástica, que vai do século XI ao XIV, foi influenciada por Aristóteles. São Tomás de Aquino (1221-1274) representa o apogeu desta filosofia na medida em que conseguiu estabelecer o perfeito equilíbrio nas relações entre a Fé e a Razão, a teologia e a filosofia, distinguindo-as mas não as separando necessariamente. Ambas, com efeito podem tratar do mesmo objeto: Deus, por exemplo. Contudo, a filosofia utiliza as luzes da razão natural, ao passo que a teologia se vale das luzes da razão divina manifestada na revelação.

As causas da decadência da escolástica são externas e internas. As causas externas são principalmente as condições sociais, políticas e religiosas da época que suscitaram o desenvolvimento do individualismo, do liberalismo e do racionalismo. As causas internas são, sobretudo, a inexistência de espíritos criadores, a paixão pelas sutilezas inúteis, o desprezo pela forma e a hostilidade de alguns filósofos contra as ciências experimentais que, nessa ocasião, começavam a florescer.

A filosofia cristã influenciou o pensamento da humanidade por muitos e muitos anos. Saibamos interpretá-la de modo racional, a fim de que não sejamos tragados pelos silogismos veiculados pelos seus pensadores.

Fonte de Consulta


REZENDE, A. (Org.). Curso de Filosofia: para Professores e Alunos dos Cursos de Segundo Grau e de Graduação. 6. ed., Rio de Janeiro, Zahar, 1996.
SANTOS, T. M. Manual de Filosofia - Introdução à Filosofia Geral - História da Filosofia - Dicionário de Filosofia. 10. ed., São Paulo, Editora Nacional, 1958.

São Paulo, 21/02/2001
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Filosofia Social e Filosofia da Ciência Social

Classificar, definir, ordenar implica em limitar. Ora, distinguir o significado da filosofia social do da filosofia da ciência social é visualizar o que pode ser inserido no campo estrito da filosofia social e no campo estrito da filosofia da ciência social. Assim, o objetivo do presente estudo é fornecer subsídios para podermos caracterizar os limites do primeiro e do segundo termo.

A filosofia social distingue-se da filosofia da ciência social pela análise mais normativa dos fatos sociais. Na filosofia social discutimos idéias, levantamos questões, emitimos juízos de valor sobre a conduta humana; na filosofia da ciência social, queremos que os fatos sejam relacionados e provados dentro das regras da Epistemologia. É o procedimento da ciência aplicado no campo social. Auguste Comte pode ser considerado o seu idealizador.

A questão metodológica é sumamente importante para tal distinção. A filosofia da ciência social preocupa-se com a testabilidade, enquanto a filosofia social com a sustentação. Quer dizer, a testabilidade é necessária mas não suficiente para a sustentação. O filósofo social vai além da testabilidade no sentido de intuir idéias mais generalizadas sobre o comportamento humano dentro da sociedade organizada em que se encontra.

São muitos os filósofos sociais que fizeram propostas para a organização de uma sociedade mais perfeita e mais justa. Assim, a República de Platão é um paradigma do trabalho de filosofia social e, por isso mesmo, considerado um padrão . São também modelos, o Levianthan de Hobbes, o Tratado de Governo de Locke, o Contrato Social de Rousseau e os escritos de Karl Marx sobre o Manifesto Comunista.

A filosofia social, sendo normativa, está relacionada com a Ética. A Ética é parte da filosofia que trata do comportamento humano. Sendo assim, os filósofos sociais nas suas perquirições sobre o indivíduo, a sociedade e o cosmo não economizam forças para melhor compreenderem os diversos relacionamentos entre as pessoas, para daí construir modelos teóricos, em que se podem cumprir a lei natural da justiça, do amor e da caridade.

Saibamos ver nas entrelinhas o alcance da filosofia social, que nada mais é do que uma cosmovisão de mundo, onde sujeito e objeto se relacionam propiciando a oportunidade da prática do bem.

Fonte de Consulta

RUDNER, R. S. Philosophy of Social Science, USA, Prentice-Hall, 1966 (Foundations of Philosophy Series).

São Paulo, 25/09/1997
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Fé e Esperança

Os gregos da antiguidade falavam de uma tímese parabólica (do gr. timese, apreciação e parabole, comparação), apreciação por comparação. Essa tímese parabólica é a apreciação que o homem faz de alguma coisa, comparando-a com a sua forma perfectiva suprema. Quer dizer, o homem, por sua própria natureza, é um sonhador de formas sempre mais perfeitas e mais belas. Seu principal trabalho consiste em atualizar as virtualidades que existem dentro de si mesmo.

Muitos afirmam que o fator econômico é que determina a ação humana. Será isso verdade? Não são poucos os que confundem Marx com o marxismo, Cristo com o cristianismo, Descartes com o cartesianismo. Porém, como explicar a conduta de um Tolstoi, que empregou toda a sua fortuna para educar crianças pobres, de um Malatesta, doando todos os seus bens em benefício de hospitais para pobres, de um Francisco de Assis optando pela vida de pobreza? Serão todos eles impulsionados pelo fator econômico?

O homem difere do animal. Nele há algo que se chama transcendentalidade, ou seja, o anseio pela emancipação da alma, pela busca do sagrado, do mistério, do chamado "sobrenatural". É, pois, dentro desse ímpeto de atualizar valores mais altos que surge a esperança, a fé e a caridade. A esperança - transcender a imanência de nossa consciência; a - assentimento firme numa verdade não evidente de per si, sem receio de erro, que em nós desponta sem que nada façamos para tê-la; a caridade - que é o bem amado de nossos semelhantes.

Uma das características fundamentais do ser humano é a sua capacidade de dizer não. E o dizer não pode levar o homem ao "pecado". "Pecado", não por dizer não, mas por dizer não quando deveria dizer sim, ou seja, quando os imperativos da lei natural obrigam-no a agir de acordo com o bem e ele age de acordo com o mal. "Peca", assim, quando prefere o vituperável ao digno, quando escolhe o erro à verdade, quando se nega a cumprir o seu dever.

Optando pelo mal, transgredimos a lei natural, e devemos sofrer as suas conseqüências. Mas, a fé num Deus Supremo, a expectativa de melhoria interior e a caridade para com o próximo podem abreviar os dias de sofrimento e retornarmos mais rapidamente ao caminho da perfeição. Não percamos tempo em aceitar as injunções de muitos poderosos da terra que opinam sobre tudo, inclusive, sobre as questões da fé, sem a ponderação de uma reflexão mais acurada. Não sejamos semelhantes ao cirurgião francês, que disse não existir o espírito, porque nunca encontrou um na ponta de seu bisturi.

Urge, nos dias que correm, robustecer a nossa fé, emprestando-lhe um caráter racional. Sabemos que a fé e a esperança são inatas no ser humano, mas essas virtudes teologais precisam de ser exercitadas com o apoio da razão.


Fonte de Consulta

SANTOS, M. F. dos. Análise de Temas Sociais. São Paulo, Logos, 1962.

São Paulo, 29/01/1999
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Textos de Filosofia















Ação Humana
Ação Livre
Acesso ao Conhecimento: do Mito ao Logos
Acessório e o Essencial, O
Adormecidos e os Acordados, Os
Advento do Cristianismo, O
Albert Einstein
Alcibíades
Alegoria do Novo Mundo
Alguns Erros da Memória
Amor Segundo Alguns Filósofos
Análise Filosófica
Anotações sobre os Números
Antroposofia
Aparência e Realidade
Apologia de Sócrates
Aprender a Desaprender
Aprendizagem e Conhecimento
Aqui e Agora
Aristóteles
Ascensão da Alma em Sócrates
Astúcia Estóica
Atitude
Atividade Fecunda
Ativo ou Reativo?
Auto Ajuda
Autoconhecimento
Autodefesa Intelectual
Auto-Imagem
Autopercebimento
Autoridade em Filosofia, A
Avesso da Liberdade

Banquete de Platão, um Resumo, O

Beleza e Religião
Beleza Segundo Alguns Filósofos
Bíblia e Filosofia
Blablablá e Pensamento
Blogs e Sites do Autor
Budismo

Cabala

Caminho da Vida
Caverna de Platão: Pequena Reflexão
Cegueira do Real
Centro e Periferia
Cérebro: Fatos e Crenças
Cérebro e Pensamento
Ceticismo e Termos Correlatos
Ciência
Ciência: Senso Comum, Acaso e Dinheiro
Ciência Cognitiva e Mudança de Mentalidade
Ciência e Filosofia
Ciência, Filosofia e Religião
Cinco Conceitos de Justiça
Cinco Tratados Franceses do Século XVIII
Clássicos, Os
Como se Deve Viver Segundo Alguns Filósofos
Como se Faz um Ensaio
Complexidade do Mundo
Complexos Têm Cura, Os?
Comportamento
Computador e Tempo
Conceito de Filosofia
Concentração e Barulho Externo
Concepção de Mundo: Os Gregos e o Cristianismo
Conhecimento e Compreensão
Conhecimento e Interpretação
Consciência: Algumas Notas
Consciência Cósmica
Consciência e Autoconsciência
Consciência e Conhecimento
Consciência da Liberdade
Consenso
Construtor do Destino
Continente e a Ilha, O
Contos e Enigmas Filosóficos
Convenções e o “Devia”
Convite à Filosofia
Coragem
Corpo Humano Segundo Alguns Filósofos
Correção do Intelecto
Crença e Resistência
Crenças Primitivas
Criança e o Ensino de Filosofia
Crise
Crise e Mudança Paradigmática
Cruzadas
Cuidados com a Comunicação de Massa, Os
Cultura da Violência e o Princípio da Não-Violência
Curso de Introdução ao Raciocínio Lógico

Da Consciência Ingênua à Consciência de Si

Da Hominização à Humanização
Das Leis do Espírito
De Copérnico a Descartes
De Magistro
Descartes e a Filosofia Moderna
Descartes e o Método
Destino do Erudito, O
Determinismo e Fatalidade
Deus Segundo Alguns Filósofos
Dez Notas sobre o Contraste entre Aparência e Realidade
Dialética
Diálogo Filosófico: Troca de Argumentos
Dicionário Enciclopédico
Dificuldades para Captar a Verdade
Discurso e o Discurso
Dissonância Cogntiva
Dizível e Indizível
Do Fato à Teoria
Doutrinas sobre a Lei Natural
Drogas

Educação
Educar Através de Perguntas

Educar para o Futuro
Eficácia: Ocidental e Oriental
Em Busca do Mirandum
Em Favor da Dúvida: Notas de Livro
Empirismo e seus representantes, O
Energia Psíquica e seu Uso, A
Ensino de Filosofia
Epicteto e sua Arte de Viver
Era do Conhecimento, A: Notas Extraídas do Livro
Erro Filosófico
Erudito: Fichte e Rousseau
Escolha e Concisão filosófica
Escrever é Pensar?
Espanto e Filosofia
Especulação Filosófica
Espinosa
Esporismo
Essência e Existência: a Interexistência
Estado Segundo Alguns Filósofos
Estóico e Historicidade
Estruturalismo
Etapas da Metodologia Filosófica
Eterno Aprendiz, O
Ética, Genealogia
Ética a Nicômaco
Ética e Moral
Ética e Responsabilidade (+ áudio de palestra)
Ética em Aristóteles
Eu e a Circunstância
Eu Sou, Eu Estou e Sinto-me Culpado
Eudaimonia
Evolução do Pensamento Humano, A (Resumo de Livro)
Exemplo dos Clássicos
Existência da Verdade Segundo Alguns Filósofos
Existência de Deus Segundo Alguns Filósofos
Existencialismo, Genealogia
Existencialismo Sartreano
Existencialismo, Notas sobre o
Existencialistas: Pequeno Resumo, Alguns
Experiência e o Filosofar
Expressão Filosófica

Falso Eu e Eu Verdadeiro

Fascínio dos Números
Fé e Esperança
Fé e Razão
Fé e Razão Segundo Alguns Filósofos
Felicidade em Aristóteles
Fenomenologia do Ethos
Fides et Ratio
Filantropia
Filosofia: Algumas Notas
Filosofia: As Chaves do Pensar (CD)
Filosofia: Quatro Tipos de Oposição
Filosofia: Síntese Histórica
Filosofia à Moda Clássica
Filosofia Clandestina
Filosofia Clássica e o Helenismo
Filosofia Cristã
Filosofia da Religião
Filosofia do Espírito
Filosofia do Século XX e sua Repercussão no Brasil
Filosofia é Amor à Sabedoria?
Filosofia e o Filosofar
Filosofia e Fraseologia
Filosofia e o Mundo do Trabalho
Filosofia e Religião
Filosofia e seu Ensino
Filosofia Medieval
Filosofia no Brasil
Filosofia para Iniciantes CD
Filosofia Política: Resumo de Livro
Filosofia Segundo Alguns Filósofos
Filosofia Social e Filosofia da Ciência Social
Filosofia Transcende o Mundo do Trabalho
Filosofando...
Filósofo e o Verdadeiro Filósofo, O
Filósofos Pré-Socráticos, Os
Fogo
Formação do Caráter
Formulação e Resolução de Problema
Fracasso Pode Levar ao Êxito, O
Fragmentação e Visão Holística
Frankenstein e a Lei de Sociedade
Frases
Frases e Pensamentos
Frases Extraídas de Forças Invisíveis
Frases para ajudar a Pensar
Freio Moral
Fronteiras da Consciência
Funcionamento da Mente Segundo Alguns Filósofos
Fundamento
Fundamento da Moral

Galilei, Galileu

Galileu e a Ortodoxia da Igreja
Genealogia da Lógica
Gênese do Progresso
Gigantografia e Niilismo
Giordano Bruno e a Heresia
Gnosticismo
Grandes e Pequenas Questões
Grandes Pensadores do Mundo
Graus da Consciência
Hábitos
Hegel e o Idealismo Absoluto
Heidegger, Martin
Hermenêutica
Hermenêutica - Interpretação de Texto
História é Progresso Segundo Alguns Filósofos
Homem
Homem Comum e a Filosofia
Homem Segundo Alguns Filósofos
Homem: Unidade e Contradição
Horizontalidade e Verticalidade da Vida

Ideia: Matéria-Prima do Filósofo

Ideias e Pensamentos
Identidade
Ideologia
Ideologia e Verdade
Iluminismo, O
Ilusão da Mudança
Imagem e Realidade
Imagens e Tendências Mentais
Imaginação e Ação
Imanência e Transcendência
Imposturas Intelectuais: Notas Extraídas do Livro
Inconformismo de Marx
Inquisição
Introspecção
Invenção da Imprensa e Conhecimento
Involuído e Evolvido

Jung e o Ocultismo

Justiça e Igualdade
Justiça e Verdade

Karl Popper e suas Críticas

Kierkegaard, Sören Aabye

Le Bon e a Psicologia das Multidões

Leitura e Compreensão do Texto
Ler e Problematizar
Ler: Sobrevoar e Diagonalizar
Liberdade, Doutrinas Filosóficas e Religião
Limites da Tolerância, Os
Linguagem e Filosofia
Linguagem e Interpretação
Linguagem Segundo Alguns Filósofos
Livro Digital: Filosofia e Filosofar# Atitude e Comportamento # Os Filósofos e as suas Ideias #
Livro: Experiência e Educação
Livros Estragam o Mundo?
Lógica
Lógica e Bom Senso
Logoterapia

Magia Mental

Mal Segundo Zimbardo, O
Mantendo o Foco
Maquiavel
Martinho Lutero e as 95 Teses (Reforma Protestante)
Mecanicismo e Relatividade
Mecanização da Vida
Medo e Motivação
Marcha da Verdade
Mário Ferreira dos Santos
Matéria Segundo Alguns Filósofos
Máximas para o Uso do Pensamento
Memória
Memória e Esquecimento
Memória: do Inconsciente ao Consciente
Memória e Repetição
Memória: Monolítica e Múltipla
Mentalidade
Mente Criadora
Mestre Espiritual e o Conhecimento
Mestre Ignorante
Metafísica
Metafísica e Número
Metáfora do Trilho, A
Método
Método: Anotações de Dicionários
Método Científico Segundo Alguns Filósofos, O
Método da Filosofia
Método e o Ensino de Filosofia, O
Método Socrático-Agostiniano
Místicos na Idade Média, Os
Mito (+ doc.)
Mito e Mística
Mytho e o Logos
Mito-Logos, Simbiose
Mitologia: Algumas Frases
Mitologia: Classificando os Deuses
Modos não Confiáveis de Descobrir a Verdade
Montaigne, Michel de
Montaigne: Ensaios
Moral
Moral e Política Segundo Alguns Filósofos
Morte de Deus e Mentalidade científico-Tecnológica, A
Mudança Comportamental

Nada (niilismo) e o Saber dos Antigos, O

Não-Dualidade e Fim do Sofrimento
Nascimento da Sociedade Segundo Alguns Filósofos...
Natureza do Universo (Resumo de Livro)
Necessidade de Conhecer os Outros, A
Nietzsche e sua Crítica da Razão e da Moral
Niilismo 
No Exercício do Perguntar
Notas sobre o Ocultismo Utilitário
Nova Ciência
Nova Era
Novo Cérebro: Mudar Respostas
Novo Pensamento e Movimento do Novo Pensamento
Número: Unidade e Diversidade
Números Dominam o Mundo
Nuvens: Aristófanes, As

O Que é a Linguagem?

O Que é um Mestre?
Objetivismo e Modo de Vida Correto
Objetivo e Subjetivo
Ócio e o Filosofar, O
Opinião e Conceito
Oráculo e o Trabalhar com Método, O
Ordem e Desordem
Origem da Filosofia: Do Mito à Razão
Origem da Lógica Digital
Origem das Coisas Segundo Alguns Filósofos
Origem do Conceito de Filosofia
Origem dos Números
Origens da Filosofia
Otimismo e Pessimismo

Paidéia Grega e Formação Cultural

Panteímo: Pequeno Escoço Histórico
Para Além de Bem e Mal
Paradoxo
Parte e o Todo, A
Pascal, Blaise
Pascal e sua Obra, os Pensamentos
Patrística
Paz Possível Segundo Alguns Filósofos
Pecado e Subjetividade
Pecados Capitais
Pena de Morte e Bem Comum
Pensamento e Autodeteminação
Pensamento e Fisiologia do Pensamento
Pensamento e Mudança Social
Pensamento, Filosofia e Religião
Pensamento Antropológico
Pensamento Cristão: Chardin e Mounier
Pensamento Evolutivo
Pensamento Helenístico
Pensamento Ocidental e o Taoísmo
Pensamento Ocidental e o Taoísmo (Resumo de Livro)
Pensamento Precede a Ação
Pensamento Romano
Pensamento Sociológico
Pensar a Vida
Pensar com Conceitos
Pensar, como
Pensar Direito
Pensar por nós Mesmos
Pensar por si Mesmo
Pergunta
Perguntas na Filosofia
Personalidade: Motivação e Tensão
Persuasão e Necessidade
Philosophia
Platão
Platão e Aristóteles
Poder Além da Vida
Poder: Emergência e Predisponência
Poderes Psíquicos e Método Científico
Politeia de Zenão
Política e o Governo Segundo Maquiavel
Poluição Virtual
Pôr Ordem nos Pensamentos
Por um Mundo Criativo
Por Uma Consciência Livre
Posição e Oposição
Positivismo: Comte
Posso Ser Diferente do que Eu Sou?
Possuir de Fato e de Direito
Prazer
Pré-história
Preconceito e Verdade
Princípio Único
Princípios
Princípios Filosóficos e Científicos
Problema e Filosofia
Problema e sua Solução
Problema Está em Nós, O
Problemas Filosóficos
Problemas Filosóficos e Religião
Processo de Sócrates, O
Profundidade e Pseudoprofundidade
Projeto de Vida e Jogo
Propensão e Deficiência
Prudência
Prudência, Arte
Pseudoprofundidade
Psicanálise e Símbolo
Psicologia das Multidões: notas copiadas do livro de Le Bon
Psicologia Explica, A (Só Freud Explica, livro)

Quatro Compromissos

Quatro Conceitos dos Pré-Socráticos
Que é e o Que Deve Ser
Que é Pensar?
Que é um Conceito?
Questionamento e Filosofia
Questões Existenciais Segundo Alguns Filósofos
Química da Felicidade

Racionalidade Filosófica e Racionalidade Científic...

Racionalismo, O
Razões do Inconsciente
Realidade Segundo Alguns Filósofos
Reconstruir o Conhecimento
Reflexão
Reflexão e Sabedoria
Relacionamentos
Relatividade
Renascimento, O
Renovação Mental
Ressentimento: Nietzsche e Scheler
Retórica Filosófica
Revolução Científico-Tecnológica
Revolução Kantiana do Saber
Rito, O
Ruído e o Silêncio

Sabedoria e Moral

Saber dos Antigos: Terapia para os Dias Atuais, O (Livro Sumariado)
Salvação Segundo Alguns Filósofos, A
Santo Agostinho e a Potencialidade da Alma
Santo Agostinho e São Tomás de Aquino
São Vitor e o seu Didascálion
Sapere Aude
Schopenhauer, Arthur
Segredo
Seguir o Objeto
Sêneca, Lições
Sentimento: uma Forma de Ver
Ser e o Fazer
Ser e a Metafísica
Significado de Conhecer Segundo Alguns Filósofos
Significado de Pensar Segundo Alguns Filósofos
Símbolo e Simbologia
Símbolo atrás das Palavras
Simbologia: Modo Próprio e Lógico-Científico
Simplificar a Vida: Externa e Interna
Síntese da História da Filosofia
Síntese das Idéias Filosóficas de Descartes
Sobre o Pensamento Positivo
Sobre o Perguntar
Sócrates
Sócrates como "Parteira"
Sócrates Foi um Verdadeiro Filósofo
Sócrates: Posições Filosóficas
Sócrates e a Morte
Sócrates e o Processo Pedagógico
Sofistas, Os
Sofística e os Sofistas
Solidão
Sonho, Vigília e Loucura Segundo Alguns Filósofos
Sonhos e os "Demônios" de Sócrates, Os
Stress Existencial e o Sentido da Vida (Livro Sumariado)
Substância Segundo Alguns Filósofos
Sucesso
Suicídio e Filosofia

Tao e o Vazio

Taoísmo
Tédio: Significado e Transgressão
Temas de Dissertação
Temas para Debate
Temos o que Somos
Temperança
Tempo: Notas sobre Livro: Dez Considerações sobre o Tempo, por Bodil Jönson
Tempo Segundo Alguns Filósofos, O
Tempos de Transição
Temporalidade das Paixões
Teoria e Prática
Teosofia
Termos Filosóficos Gregos
Thomas Hobbes e o Leviatã
Tomás de Aquino
Tradução e Mudança de Significado
Troca, Tempo e Evolução
Tyson e a Origem de Tudo

Um Curso de Filosofia
Um Passeio pela Antiguidade
Uma Página de Otimismo
Uma Única Coisa
Universo e Comunicação com os Extraterrestres
Universo e Filosofia
Universo e Visão de Mundo
Uno, o Múltiplo e as Religiões, O
Utilidade e Utilitarismo
Utopia

Valor e Juízo de Valor

Verdade não Pode Ser Contestada
Verdadeiro Filósofo
Vida: Desenvolvimento da Consciência
Vida: Essência e Existência
Vida e Sistema Nervoso
Vida Intelectual
Vida Segundo Alguns Filósofos
Vingança e Perdão
Violência
Violência e Educação
Virtual e o Atual
Virtude (em doc)
Virtude e as Virtudes, A
Virtude em Aristóteles
Virtudes Cardeais
Viver em Comunidade
Viver sem Defesas
Voltaire: Cândido ou Otimismo

Wittgenstein, Heidegger e Dewey


Zaratustra

Zen-Budismo e o Koan

Livros publicados na Internet pelo Clube de Autores 

Livros digitais  do autor publicados na
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